Cadê o sotaque?

Nos últimos dez dias, os programas jornalísticos deram uma atenção especial ao Rio Grande do Sul por causa de um episódio envolvendo a torcida do Grêmio. Não deve ter sido difícil perceber a pronúncia diferente dos jornalistas de lá quando usam palavras com a letra "r" no fim de alguma sílaba. "Porta", "corpos" e "marcas" são apenas algumas.
O "r" pronunciado à moda sulista recebe o nome de "retroflexo". É bastante comum também no interior de São Paulo. Quando um morador dessas áreas é entrevistado, logo se percebe a pronúncia "enrolada" da letra "r". Mas por que normalmente os jornalistas tendem a não apresentar essa marca regional de forma tão contundente?

A resposta é simples: porque a maioria das redes de televisão tenta, com a ajuda de fonoaudiólogos, extirpar qualquer marca de regionalismo dos repórteres. Para muitas dessas redes, o "r" retroflexo é visto como algo "caipira", "matuto". Mudar a pronúncia é, pois, uma exigência para estar no ar em rede nacional.

O resultado, muitas vezes, soa esquisito. É estranho para 



Pedaços de civilidade

Circulam na rede fotos que seriam dos ocupantes do avião em que estava o ex governador Eduardo Campos. Em aplicativos, muita gente "compartilhando" o horror.


Cegueira nacionalista

A Copa do Mundo Fifa 2014 começou no último dia 12 de junho com uma polêmica: um pênalti marcado a favor do Brasil. O jogo contra a


Nossos coliseus

Maior e mais famoso símbolo do Império Romano, o Coliseu era reservado para combates entre gladiadores ou 

O gênero das siglas

Um atento leitor nos escreve e solicita algum comentário sobre o gênero das siglas. Sua dúvida - bastante


O circo da Copa

A Copa do Mundo começa em poucos dias, mas na TV, no rádio, nas revistas e nos jornais ela já começou faz tempo. Nos intervalos comerciais, só se vê Copa do Mundo. Todos querendo obrigar quem pensa

Somos todos macacos?

Semana passada, um gesto do jogador do Barcelona Daniel Alves chamou a atenção do mundo inteiro. Quando ia cobrar um escanteio, o brasileiro foi alvo de uma banana jogada por um torcedor. Associar morenos e negros a macacos é um xingamento em várias partes do mundo. Daniel, ironicamente,


O partido que ele é filiado”

"Tenho lido recentemente em órgãos de nossa imprensa frases do tipo "O partido que ele está filiado...". Há, no fragmento, alguns elementos gramaticais interessantes a discutir.

Palavras que confundem

Esta semana, fiquei horas a pensar sobre o assunto da coluna. Pensei em concordância, regência, pontuação. Acabei me decidindo por ortografia, que é a parte da gramática que trata da correta escrita das palavras.


Nosso Governador

Quando este jornal chegar às bancas, um fato político mais que especial terá marcado a política de nossa cidade: teremos o Governador.

O mérito de Almério

Caruaru tem sido brindada, vez ou outra, com bons álbuns de artistas locais. Curiosamente, quase nada de forró - numa terra que se intitula a Capital desse ritmo. Recomendo uma audição cuidadosa do álbum "Almério", do artista homônimo.


Blitz da língua

Em sua edição de 11 de fevereiro de 2012, o Jornal do Commercio publicou, no caderno "Cidades", matéria com o seguinte título: "Mais força e agilidade em blitzes da lei seca". A questão é a seguinte: qual o verdadeiro plural de "blitz"?

As sílabas subtônicas

Por que "táxi" tem acento gráfico e "taxista" e "mototaxista" não? Por que acentuamos "café", mas não o fazemos em "cafezinho"? A resposta tem a ver com o que chamamos de sílaba subtônica.