Pesquisas refletem o momento. Ótimo pra uns e péssimo pra outros.

Em 2002, o Brasil foi tomado por um sentimento de mudança até, aquela época, nunca visto. Podemos até mesmo afirmar que foi muito mais forte do que o Grito pelas Diretas em 1984. O comício pelas Diretas na Praça da Sé e a derrota da Emenda Constitucional que teve o nome popularizado Emenda Dante de Oliveira foram os mais marcantes fatos. Depois deles, veio o anúncio da morte de Tancredo Neves quando houve grande comoção nacional. O impeachment de Collor teve, também, sua audiência, mas nada mesmo superou a “onda vermelha” que garantiu a vitória de um operário para Presidente da República.

Lula já havia perdido três eleições, 1989 para Collor, 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso. Com alguns ajustes nas alianças, no discurso e no modo de tratar o empresariado brasileiro, compondo a chapa, inclusive, com um representante do setor, José Alencar, e afastando o PSB que terminou por lançar candidato próprio (Anthony Garotinho), Luís Inácio chegou ao Palácio do Planalto com a vitória da campanha Lulinha, paz e amor, no segundo turno já com o apoio de Garotinho, do PSB, terceiro mais votado, sendo o petista reeleito em 2006, ano da primeira vitória de Eduardo Campos em Pernambuco.

Da eleição de Fernando Collor até os dias de hoje, um elemento tem sido de grande importância em todos os cenários. As Pesquisas de Opinião. Há quem afirme que elas são fator de decisão na hora do eleitor escolher em quem votar, mas há, também, vários registros em que o resultado nas urnas não confirmou o que constava nos indicadores, havendo vitória de candidatos que sequer apareciam entre os mais cotados. Porém, uma coisa é certa, por mais segurança que uma aferição possa dar, com a menor margem de erro, qualquer acontecimento de forte impacto que ocorra após a aferição pode trazer às urnas outro resultado.

Para alegria de uns candidatos e tristeza doutros, esses acontecimentos têm efeito cascata e fica muito difícil reagir diante da situação. É o caso das eleições desse ano em que pesquisas, realizadas desde o ano anterior, apontam que há um clamor de mudança na política e não necessariamente no gestor. Tanto o é que há aprovação da gestão com índice de intenção de voto bem inferior. Porém, até agora, o que se apresenta dá indícios de uma nova onda está pra acontecer e atingir todo o Brasil interferindo, inclusive, nos resultados estaduais. Ótimo pra quem tá nesse rumo e precisa crescer e péssimo para quem está em sentido contrário e começa cair nas pesquisas. Vamos aguardar.