Vida boa: fora das capitais, medo de desemprego é menor

O Índice de Satisfação com a Vida, pesquisado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), constatou que a população mais satisfeita com a vida reside nos municípios do interior do paísFora das capitais brasileiras os brasileiros estão mais satisfeitos. O Índice de Satisfação com a Vida, pesquisado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), constatou que a população mais satisfeita com a vida reside nos municípios do interior do país. Foi onde se atingiu maior pontuação, 66,9 pontos, de uma escala de zero a 100 usada na apuração do indicador. Os menos satisfeitos são os que vivem nas periferias, 62 pontos. A pontuação obtida por residentes nas capitais ficou em 64,7 pontos.

A CNI apurou ainda a intensidade do medo do desemprego no país, que ficou menor em dezembro do ano passado, de acordo com a pesquisa trimestral. O indicador recuou 2 pontos em relação a setembro, e encerrou 2017 em 65,7 pontos. Apesar da melhora no último trimestre do ano, o medo do desemprego aumentou 0,9 ponto em 2017 na comparação com dezembro de 2016 e continua 16,9 pontos acima da média histórica do indicador.

Também é no interior onde se tem menos medo de perder o emprego, segundo o Índice de Medo do Desemprego: ele ficou em 64,5 pontos, enquanto nas capitais e periferias alcançou 67,5 pontos. O brasileiro estava com menos medo de perder o emprego em dezembro do que em setembro de 2017. No entanto, segundo os indicadores da CNI, a população está mais preocupado com essa possibilidade, se comparado a dezembro de 2016.

De acordo com o levantamento, o índice relativo a medo de desemprego estava em 65,7 pontos em dezembro. A CNI informou que o número apurado no mês passado está “muito acima da média histórica”, que é de 48,8 pontos, e que a alta de 0,9 ponto indica “persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho”.

A economista da CNI Maria Carolina Marques justifica essa alta explicando que o emprego reage “de forma defasada” à recuperação da economia. De outro lado, observou que as empresas contratam somente quando têm segurança de que o crescimento será sustentado. “A população percebe essa demora na reação do mercado de trabalho e o medo do desemprego continua elevado. À medida em que o crescimento econômico se mostrar sustentado, o resultado no emprego deve aparecer com maior intensidade e o medo do desemprego deve ceder”, disse.

Menos satisfeito A pesquisa da CNI apontou também que a satisfação do brasileiro com a vida diminuiu entre setembro e dezembro de 2017, atingindo 65,6 pontos no mês passado. A pontuação é 0,4 ponto menor do que o registrado em setembro e 1,2 ponto inferior ao verificado em dezembro de 2016. O Índice de Satisfação com a Vida é também inferior à média histórica, de 69,9 pontos. O levantamento da CNI, realizado a cada três meses, foi feito entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios.