Pernambuco registra a segunda morte por dengue no estado este ano

Uma moradora da cidade de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife (RMR) é a segunda morte por dengue registrada este ano em Pernambuco. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) não deu informações sobre a vítima, como idade e sexo, informando apenas que o óbito foi confirmado pelo boletim epidemiolígico de arboviroses do final do mês de outubro.

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a adolescente de 16 anos morreu em fevereiro. Depois de passar mal, ela foi socoorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz de Rebouças, em Igarassu, e de lá encaminhada para o Hospital da Aeronáutica, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. A causa do óbito só foi confirmada em novembro, após uma segunda análise de amostra das vísceras da vítima.

O primeiro óbito de 2017 foi um idoso de 67 anos, morador do bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife falecido no doa 21 de abril, mas que teve a morte informada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em maio.O caso do foi considerado como febre hemorrágica, no tipo 2 da dengue. O paciente, que sofria de esquizofrenia, faleceu no primeiro atendimento médico, num quadro que evoluiu com sinais de choque com hipotensão arterial, extremidades frias e cianose, além de dor abdominal.

O último boletim epidemiológico de arboviroses contabiliza, de 1 ] de janeiro a quatro de novembro, um total de 104 casos notificados de mortes por arboviroses, quarenta deles descartados. No mesmo período em 2016 foram notificados 400 óbitos suspeitos. De acordo com a SES, o diagnóstico laboratorial positivo dos óbitos, para qualquer uma das arboviroses, não necessariamente confirma a arbovirose como causa da morte. A avaliação, para descarte ou confirmação, depende de minuciosa investigação domiciliar e hospitalar do óbito e da discussão de cada caso no Comitê Estadual de Discussão de Óbitos por Dengue e outras Arboviroses.

O boletim soma 14.574 casos notificados e 4.423 confirmados de dengue em 178 municípios. No mesmo período em 2016 foram 113.151 casos suspeitos (uma redução de 87,1% em relação aos dados de 2017). Em relação à chikungunya foram notificados em 2017 um total de 4.331 casos, sendo confirmados 1.197 em 136 cidades. No mesmo período no ano passado foram notificados 60.515 casos (uma redução de 92,8% em relação aos dados de 2017). Já o víris Zika teve este ano 690 notificações em 91 municípios, com 315 casos descartados. No mesmo período em 2017, foram notificados 11.298 casos (redução de 93,9% em relação aos dados de 2017).

Foram notificadas 216 gestantes com exantema, trinta delas com resultado laboratorial positivo para dengue, 15 para chikungunya e quatro para dengue e chikungunya. O Índice de Infestação Predial do 5º ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) aponta 57 municípios em situação de risco de surto, 99 em situação de alerta, 27 municípios em situação satisfatória e uma cidade não informou, no caso Tracunhaém.

Da redação da tv criativa com informações do Diário de pernambuco