Derrota no futebol atinge Dilma Roussef.

O que poderia ser o grande obstáculo na boa realização da Copa do Mundo de 2014, os protestos passaram despercebidos da maioria dos brasileiros durante a realização dos jogos, pelo menos até a definição dos semi finalistas.  Pelo contrário, com as vitórias da seleção canarinho e a baixa cobertura dos órgãos de imprensa das inexpressivas manifestações sem, inclusive, fazer alarde a outros acontecimentos como a falhas nas estruturas físicas construídas para atender o público futebolístico, como queda de parte de um viaduto, uma onda de otimismo atingiu o Brasil até o dia do jogo contra a Alemanha.

Políticos diretamente ligados ao Governo Federal já faziam pronunciamentos com insinuações de que “os derrotados” estavam foram do campo e contra o Brasil. A cada jogo, sempre aparecia alguém para alfinetar a oposição numa clara intenção de ligar os opositores à torcida adversária. Mesmo com os dois principais adversários aparecendo nos meios de comunicação torcendo pela Seleção Brasileira, os dilmistas não deram canja. À Dilma até o momento só ficaram registradas as vaias do início da copa.

A imprensa internacional já divulgava resultados de pesquisas apontando favorecimento do evento para a Presidente com os resultados alcançados pelo time brasileiro. Com a alta estima elevada, a população já admitia como positiva a vinda da Copa do Mundo para o “País do Futebol”. Até então, na pesquisa, não era possível prever como seria o pós-copa e com que força as manifestações voltariam, mas já se indicava uma grande vantagem para a Chefe do Planalto Central em Brasília.

Como as campanhas começam para valer mesmo somente após o término dos jogos e as eleições quase três meses após, há muita água a correr por baixo dessa ponte. Se as pesquisas apontavam a onda de otimismo, com a derrota da Seleção Brasileira por um placar elástico da forma como foi, a decepção é incalculável e o seu resultado imprevisível, porém por demais negativo. Os dois principais adversários do PT terão que avaliar bem o que dizer a respeito do acontecido.

Eduardo Campos já se manifestou contrário a tirar proveito da situação e apenas se conteve em dizer que o Brasil apenas adiou a conquista do hexa. Aécio Neves declarou estar muito triste e juntou sua dor à do povo brasileiro. Porém, de uma coisa ambos podem ter a certeza: essa derrota é muito diferente daquela de 1982, e a Presidente Dilma saiu perdendo já que tava tirando proveito até então.  

 

Laércio Emídio é cientista político