Alvos da Operação Ponto Final, vereadores voltam e fazem festa.

Depois de muitas acusações, de disse me disse, mais cinco vereadores retomaram os seus mandatos e retornaram à Casa José Carlos Florêncio. Independentemente da interpretação jurídica da legalidade ou ilegalidade da operação que cada cidadão ou cidadã possa dar à questão, o fato é que em tudo que foi gravado em nenhum momento há indícios que comprovem que os flagrados foram obrigados a dizer o que não queriam dizer, ou seja, ninguém até agora acusou a polícia de ter feito uma montagem e de ter alterado as filmagens originais. Contra fatos não há argumentos, diz o ditado.
Através dos instrumentos jurídicos legais, hoje todos os dez edis investigados e presos foram colocados em liberdade e reassumiram os cargos. É bom citar que a prisão de uma pessoa não é nada simples e deve ser muito bem fundamentada e, ainda assim, pode haver o entendimento de que o acusado não representa “perigo” à sociedade se garantindo, dessa forma, o direito de responder em liberdade. Salvo se, durante o processo, o réu se comporte inadequadamente merecendo voltar ao cárcere. Porém, como o caso teve grande repercussão, a libertação dos vereadores causa constrangimento a todos os filhos da Capital do Agreste.
Mesmo sendo um assunto que elevou a nossa Casa Legislativa ao ponto mais negativo da história política de Caruaru como o fato mais vergonhoso dos últimos tempos com quase a metade dos representantes presos, as duas voltas àquela Câmara foi marcada pelo estopim de milhares de fogos de artifício nunca visto antes. Os edis réus não foram nada discretos e provocaram ainda mais a população caruaruense, sabendo eles que podem voltar para prisão a qualquer momento. Para virar essa página sem brilho, os demais vereadores não estão envolvidos nem direta ou indiretamente e isso comprova que políticos não são “farinha do mesmo saco”.

LAERCIO EMÌDIO
Ciêntista político