Vitória de Dilma tem vários significados.

Quem perdeu, perdeu! Faltaram votos. Isso é o mínimo que se pode dizer após a divulgação, pelo TSE, do resultado oficial das eleições do segundo turno. O que pode ser válido agora são as lições que se podem levar dessa disputa. Ao vencedor e ao derrotado cabe como primeira ação desmontar o palanque eleitoral. Retornar à rotina diária e rever suas posturas. Substituir ou ratificar posturas diante da máquina pública no caso de quem está à frente, sendo função do opositor, também, rever e dar o mesmo passo no sentido de qualificar mais suas ações.

Do resultado, no que se refere ao PSDB, o que se pode constatar é que a oposição cresceu e cresceu muito em cima dos erros da atual gestão petista, principalmente no que se refere aos escândalos e, não cresceu mais, por falta de atitudes que só vieram ocorrer já próximo ao término da campanha como, por exemplo, enaltecer a figura de Fernando Henrique Cardoso que foi o fato novo (pai do plano real). Nenhum cidadão nega a volta da inflação. FHC passou a ser fator positivo na campanha tucana. Porém, Aécio não se fez presente em Minas, ao lado de Marina, como deveria. No primeiro turno, Marina foi o voto de quem não queria nem Aécio e nem Dilma.

Em relação ao PT, esse sai bastante desgastado. A vitória de Dilma não foi a vitória do partido. Foi sim muito mais de Lula e de Dilma. Não se discute aqui os métodos utilizados na campanha, como por exemplo, “o fim do bolsa família” e outras tantas colocações. O novo Governo tem agora a possibilidade de reestruturar suas bases e cumprir as cobranças das ruas sob pena de frustrar mais uma vez a população. Os grandes centros elegeram candidatos opositores e dos aliados pouco se sabe dos “novos” aliados do PMDB. Das últimas disputas, essa foi a mais apertada desde quando teve início essa jornada PT X PSDB.

Para ambos ficam os resultados para serem minuciosamente analisados. Porém, é claro que o PSDB com Aécio não conseguiram convencer o eleitor de que eles seriam a mudança apontada nas urnas no primeiro turno. Além disso, pagaram caro pela falta de uma política direcionada para o nordeste do país. Para o PT está provada a necessidade de reestruturação. Muitos dos candidatos próprios foram derrotados no primeiro turno. Há casos em que o eleito pelo partido é o menos petistas de todos como no Ceará. Portanto, o PT precisa urgentemente ser reinventado sob pena de perder o espaço para uma nova esquerda.